amores expresos

terça-feira, 25 de setembro de 2007

BOLETIM DE OCORRÊNCIA.


Por orientação quase medica, minha “personal style” Maria, recomenda: Tênis com amortecedor e compressa de gelo. Isso é para o joelho.
Sigo o protocolo.

Pequeno dialogo com Tadeu Jungle:

Eu – “Tenho andado muito, demais. Como nunca andei.”
Tadeu – “Essas ruas foram feitas para andar.”
Eu – “É, mas eu não.”

Episódio noturno em Red Hook. (com livre tradução simultânea do autor)
Estou no ponto de ônibus. Acho que eram oito e meia da noite (sei que Red Hook é um bairro perigoso quando a noite cai. Por isso durmo em Manhattam quando o programa termina tarde). Mas ainda era cedo. Um carro com vidros escuros pára à cerca de uns seis metros do ponto no meio da rua. Essa rua não é muito movimentada. O carro fica parado por uns cinco minutos. Normal, aqui é o Gancho Vermelho. Sempre tem essas figuras tipo gang do GTA.
De repente o carro avança esses poucos metros e para a meu lado. Quando vejo as figuras dentro, quase me cago. Policia. Tenho fobia de policia. Cresci numa família de policias. Sei do que estou falando. Os policiais estão fardados. Permanecem parados. O policial no banco do passageiro é um tipo irônico.
Usa um bigode igualmente irônico.
Segue o dialogo:

Policial de bigode – (sarcástico) “Você sabe onde fica Red Hook?”
Eu- (quase cagando) “Aqui é Red Hook”.
Policial de bigode – (rindo) “Humnnnn!”....
Policial de bigode – “Você mora por aqui?”
Eu- (apontando) “Moro, ali...”
Policial de bigode – “Mora ali?”
Eu – “Moro.”
Policial de bigode – “Faz tempo?”
Eu- (nervoso, cheio de Lorax na bolsa consigo deixar meu inglês ainda mais ridículo) “Moro a “small time”...”
Policial de bigode – “Small time?”
Eu- (agora já foi) “É, small time.”
Policial de bigode – “Se você mora aqui, o que faz no ponto de ônibus?”
Eu- “Vou pegar o ônibus.”
Policial de bigode – “Pra onde?”
Eu- “Para Manhattam.”
Policial de bigode – “Mas mora aqui.”
Eu- “É.”
Pausa.
Policial de bigode – “Você sabe que aqui é um lugar perigoso?”
Eu- “Sei, sim senhor.”
Policial de bigode – “Então tome cuidado.”
Eu- “Tomarei.”
Policial de bigode – “Se cuida.”
Eu- “Obrigado.”
O carro avança não mais que dois metros e pára.
Permanece parado por cerca de quinze minutos. Embora eles estejam fardados o carro é um carro comum. Um senhor se aproxima do ponto. Eles esperam mais um pouco. Partem. Tento ligar para casa, ninguém atende. Ligo para Rodriguez. Ele não consegue me ouvir muito bem. Só precisava falar. Nem era preciso que me ouvissem. O ônibus demora mais uns 10 minutos. Dou passagem para o senhor e embarco para Manhattam.
Agora faltam oito dias. Começo a tentar botar tudo nas malas. Não é fácil. Ontem havia dormido novamente em Manhattam. Levantei cedo. Caminhei muito. Pelo mapa já percorri toda Manhattam, com exceção do extremo Norte. Já é hora de sair. Prometo tentar voltar mais inspirado.

5 Comentários:

Blogger Liberland disse...

O problema é o mesmo de sempre.
Não é o lugar, a noite ou o horário. O problema são as pessoas que a gente encontra...

25 de setembro de 2007 08:16  
Blogger Pacha Urbano disse...

Se fosse aqui no Brasil eles já teriam te acharcado. "Tá fazendo o que aí, péla-saco?" (tapa na cara)
Enfim, você sabe como funciona.

25 de setembro de 2007 11:42  
Blogger Karla disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

25 de setembro de 2007 13:30  
Blogger Karla disse...

Ufa!
achei o blog antes de terminar.
Até que eu cheguei na hora, né!?

To adorando.
beijokas,
Karla

25 de setembro de 2007 13:32  
Blogger wilma disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

26 de setembro de 2007 15:48  

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